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"o poeta escolhe o poema. o poeta vê o poema. o poeta escorrega o poema"
O amor
é a pedra mais árdua na vida do poeta.
Não lapidada transforma-se em manifesto contraditório
da pessoa amada.
O amor é levar o leve frescor da brisa primaveril
em beijos com sentimentos infantis.
O amor é envolver-se nos braços, entrelaçar-se nos abraços
sufocar-se nos acasos.
O amor é um pedaço desconhecido na vida
itinerante do poeta.
O amor é uma palavra que não precisa de descaso
para emudecer.
O amor antes, agora é depois
e depois é muito mais.
criado por Bruno Scuissiatto
03:29:12